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Ergonomia
aliada ao design
O design brasileiro
possui a marca da criatividade como principal referência
para os demais países. É um mercado em ampla expansão
tendo sua aplicação em diversas atividades.
Nos últimos anos, novas modalidades de design tem sido inseridas
no cenário profissional, dentre elas o design cênico que
projeta palcos para teatro, música, balé, cenários
para cinema e produções de TV; o webdesign que projeta
websites e apresentações gráficas para a internet;
o design de vitrines aplicado nas lojas, melhorando a exposição
dos produtos, atraindo consumidores e facilitando as vendas e, o design
de interfaces que projeta telas dos programas de computador.
Nos últimos 20 anos, a ergonomia vem servindo como importante
ferramenta para o design na criação de um produto versátil
e principalmente funcional. Mas por quê?
Bem, a ergonomia, assim como o design, é um campo de atuação
em amplo crescimento e também engloba diversos ramos de atividades.
Nada mais lógico do que unir preceitos ergonômicos ao design
na busca de um produto não somente bonito, mas principalmente
funcional e adequado ao uso a que se propõe.
O design está quase sempre associado ao bom gosto. Os melhores
recursos que temos para chegar até o design são nossos
sentidos, principalmente a visão e o tato.
Nos dias de hoje, não dá pra imaginar o processo de criação
do design sem os conhecimentos da ergonomia. No entanto, é muito
fácil encontrar este problema por aí. Quando lembramos
daquela cadeira LINDA, que não conseguimos ficar nem 5 minutos
sentados, chegamos a um bom exemplo do design desprovido de estudo ergonômico!
Hoje em dia, o design é conceituado por proporcionar a melhoria
dos aspectos funcionais, ergonômicos e visuais do produto, visando
atender às necessidades do consumidor, melhorando o conforto,
a segurança e a satisfação dos usuários.
O Design é justamente a capacidade de criar algo esteticamente
agradável, funcional, seguro, etc. O designer não prevê apenas
funcionalidade e estética. Deverá pensar nos aspectos que
poderão pôr em risco a integridade física (saúde)
tanto do consumidor final, mas de todos aqueles que irão manusear
o produto, desde a sua produção até sua manutenção.
Não é tão simples assim!
Nos últimos anos, temos observado que o design passou a ser uma
poderosa ferramenta agregando valor ao produto industrializado, levando
a conquista de novos mercados. As empresas têm utilizado o design
como diferencial dos produtos.
Portanto, se a aplicação da ergonomia ao processo do design é implementada,
o resultado deverá ser um produto atrativo e funcional. Máquinas,
equipamentos, estações e ambientes de trabalho que integram
a ergonomia ao design contribuem para a qualidade de vida, aumentam o
bem-estar e o desempenho dos produtos.
Para Maurício Duque, diretor da ABRAPHISET - Associação
Brasileira dos Profissionais de Higiene e Segurança do Trabalho
- "a ergonomia é para o Design de um produto o que a farinha é para
o pão, ou seja, não se faz pão sem farinha".
Para ele, um produto que não tem concepção ergonômica
perde sua mais importante qualidade que é a "usabilidade" com
conforto e segurança, eficiência e eficácia.
Na concepção do produto, o designer deve levar em conta
as características ergonômicas como verdadeira ferramenta
de projeto. Para Duque, este será um fator importante de fidelização
do usuário com o "novo conceito" dos produtos e com
a empresa que os produz. "Os Designers que estiverem realmente de
olho no futuro devem estar atentos a esta futura demanda, pois, será esta
a ótica das empresas para conquistar seus clientes e garantir
o sucesso de seus negócios".
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