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Lombalgia
e a posição sentada
A tração contínua nas estruturas vertebrais pode
levar a lesões ou degenerações. Em estudo comparativo
entre a posição sentada e de pé, pôde-se observar
que a primeira em uma cadeira com acento horizontal e encosto a 90° provoca
uma retroversão pélvica, passando de uma angulação
95,5º, em média na posição ereta, para uma
angulação de 61,95º na posição sentada,
e com isso conseqüente inversão da curvatura lordótica
lombar.
No estudo comparativo entre a posição sentada e de pé,
pôde-se verificar que na primeira, há um maior distanciamento
da parte posterior das vértebras na região lombar, do que
em qualquer outra região da coluna. Os discos vertebrais lombares
se deslocam e são submetidos a deformações constantes
durante a manutenção da postura sentada.
A pressão intradiscal também aumenta com a retificação
da curvatura lombar. Esse aumento de carga prolongado favorece a degeneração
intradiscal. Na posição sentada, sem apoio à pressão
dentro do disco vertebral, é geralmente mais elevada do que na
posição de pé. Isto se deve, em grande parte, ao
músculo que funciona como estabilizador da coluna lombar nesta
posição exercendo, em conjunto, um considerável
efeito compressivo sobre a coluna.
Portanto, é possível concluir que na manutenção
da posição sentada a 90° de angulação
coxofemural (ângulo entre o tronco e a perna), por longos períodos
de tempo, em diferentes situações, como durante o dia de
trabalho ou viagens de longa duração, pode tornar-se prejudicial às
estruturas vertebrais, levando a quadros de dor lombar.
Recomenda-se a angulação da articulação coxofemural
entre 101º e 104º na situação de trabalho, para
o bom rendimento do trabalhador e liberdade de ação com
os braços e visualização para frente.
Em situações extras, como viagens, indica-se uma angulação
de 120° entre o tronco e as pernas, para que a pressão nos
discos vertebrais seja reduzida, ao que se dá o nome de posição
de maior conforto.
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